Foto. Folhabv.com.br
OZIELI FERREIRA
O fechamento da escola estadual Antônio Nascimento Filho, localizada na sede do município de Mucajaí, deixou alunos, professores e pais insatisfeitos. A determinação partiu da Secretaria Estadual de Educação e Desportos (Seed). Como forma de impedir a medida, foi realizada na manhã de ontem uma manifestação pacífica com uso de cartazes com frases de protestos. A passeata começou na frente do prédio da escola, passando pelo fórum e Câmara dos Vereadores.
Segundo informações repassadas por professores e pais de alunos, essa é a segunda tentativa de fechamento da unidade, que atende mais de 200 estudantes matriculados do 5° ao 8° ano. “Eles não podem acabar com a escola que já possui mais de 30 anos de existência”, disse Elza Almeida, 44, mãe de um aluno que faz o 7° ano na escola. Ela informou que com a mudança os estudantes serão remanejados para as demais unidades de ensino da cidade.
“Não sabemos ao certo o destino dos alunos e nem dos funcionários que trabalham na unidade. Com a transferência, haverá superlotação nas outras escolas”, comentou.
Conforme relatos, com a retirada dos estudantes, o prédio será ocupado por uma unidade da Universidade Virtual de Roraima (Univirr). Os pais se disseram revoltados com a determinação. “Sou contra o fechamento. O governador [Anchieta Júnior] disse que não iria fechar a escola, mas agora fomos surpreendidos com essa decisão”, disse um manifestante.
A dona de casa e mãe de dois filhos que estudam na unidade, Suzieli Conceição da Costa, 29, contou que o motivo da manifestação era para buscar apoio. “Fomos ao Fórum, mas o juiz não estava lá. Seguimos para a Comarca da cidade, mas o promotor também não estava. Passamos pela Câmara dos Vereadores, alguns alunos invadiram e foram retirados por um vereador”, relatou. Na visita a Câmara, o prefeito da cidade estava lá e se prontificou a conversar com pais e alunos.
“Voltamos à escola para esperar o prefeito. Conversamos com ele durante três horas. Mas nada foi definido. Ele disse que vai tentar nos ajudar”, comentou Suzieli. Como não houve acordo, foi formada uma Comissão de pais e alunos, que na segunda-feira virão para Boa Vista tentar dialogo com o governador. “Se a escola fechar vai dificultar a vida de muita gente, principalmente por causa da distância. Meus filhos, por exemplo, vão ter que andar cerca de um quilômetro para chegar à escola Francisco Pereira Lima”, contou a dona de casa.
OUTRO LADO - A Assessoria de Comunicação Social da Secretaria Estadual de Educação e Desportos (SEED) esclareceu que a rede estadual de ensino passa pelo reordenamento, um procedimento que busca melhorar a qualidade do ensino promovendo adequações da realidade populacional educacional, em atendimento ao princípio da economicidade.
O município de Mucajaí passa por este procedimento e por esta razão, os alunos da Escola Estadual Antônio Nascimento Filho serão transferidos para outras instituições de ensino. Dos 243 estudantes, 36 serão transferidos para a Escola Estadual Padre José Monticone, 104 para a Escola Estadual Maria Maricelma e 103 para a Escola Estadual Vereador Francisco Pereira Lima.
O prédio da escola será utilizado por outras instituições de ensino a exemplo da Universidade Estadual de Roraima (UERR) e Universidade Virtual de Roraima (UNIVIRR).
“Por meio do reordenamento é possível proporcionar melhores condições de estrutura e funcionamento das escolas, inclusive dotando-as de equipamentos e insumos necessários ao atendimento da educação com qualidade para todos. É um processo realizado em conjunto pelas equipes do Departamento de Gestão do Interior (DGI), Departamento de Educação Básica (DEB) em conformidade com os dados apurados no Censo Escolar da Educação Básica”, disse a secretaria, em nota.
O fechamento da escola estadual Antônio Nascimento Filho, localizada na sede do município de Mucajaí, deixou alunos, professores e pais insatisfeitos. A determinação partiu da Secretaria Estadual de Educação e Desportos (Seed). Como forma de impedir a medida, foi realizada na manhã de ontem uma manifestação pacífica com uso de cartazes com frases de protestos. A passeata começou na frente do prédio da escola, passando pelo fórum e Câmara dos Vereadores.
Segundo informações repassadas por professores e pais de alunos, essa é a segunda tentativa de fechamento da unidade, que atende mais de 200 estudantes matriculados do 5° ao 8° ano. “Eles não podem acabar com a escola que já possui mais de 30 anos de existência”, disse Elza Almeida, 44, mãe de um aluno que faz o 7° ano na escola. Ela informou que com a mudança os estudantes serão remanejados para as demais unidades de ensino da cidade.
“Não sabemos ao certo o destino dos alunos e nem dos funcionários que trabalham na unidade. Com a transferência, haverá superlotação nas outras escolas”, comentou.
Conforme relatos, com a retirada dos estudantes, o prédio será ocupado por uma unidade da Universidade Virtual de Roraima (Univirr). Os pais se disseram revoltados com a determinação. “Sou contra o fechamento. O governador [Anchieta Júnior] disse que não iria fechar a escola, mas agora fomos surpreendidos com essa decisão”, disse um manifestante.
A dona de casa e mãe de dois filhos que estudam na unidade, Suzieli Conceição da Costa, 29, contou que o motivo da manifestação era para buscar apoio. “Fomos ao Fórum, mas o juiz não estava lá. Seguimos para a Comarca da cidade, mas o promotor também não estava. Passamos pela Câmara dos Vereadores, alguns alunos invadiram e foram retirados por um vereador”, relatou. Na visita a Câmara, o prefeito da cidade estava lá e se prontificou a conversar com pais e alunos.
“Voltamos à escola para esperar o prefeito. Conversamos com ele durante três horas. Mas nada foi definido. Ele disse que vai tentar nos ajudar”, comentou Suzieli. Como não houve acordo, foi formada uma Comissão de pais e alunos, que na segunda-feira virão para Boa Vista tentar dialogo com o governador. “Se a escola fechar vai dificultar a vida de muita gente, principalmente por causa da distância. Meus filhos, por exemplo, vão ter que andar cerca de um quilômetro para chegar à escola Francisco Pereira Lima”, contou a dona de casa.
OUTRO LADO - A Assessoria de Comunicação Social da Secretaria Estadual de Educação e Desportos (SEED) esclareceu que a rede estadual de ensino passa pelo reordenamento, um procedimento que busca melhorar a qualidade do ensino promovendo adequações da realidade populacional educacional, em atendimento ao princípio da economicidade.
O município de Mucajaí passa por este procedimento e por esta razão, os alunos da Escola Estadual Antônio Nascimento Filho serão transferidos para outras instituições de ensino. Dos 243 estudantes, 36 serão transferidos para a Escola Estadual Padre José Monticone, 104 para a Escola Estadual Maria Maricelma e 103 para a Escola Estadual Vereador Francisco Pereira Lima.
O prédio da escola será utilizado por outras instituições de ensino a exemplo da Universidade Estadual de Roraima (UERR) e Universidade Virtual de Roraima (UNIVIRR).
“Por meio do reordenamento é possível proporcionar melhores condições de estrutura e funcionamento das escolas, inclusive dotando-as de equipamentos e insumos necessários ao atendimento da educação com qualidade para todos. É um processo realizado em conjunto pelas equipes do Departamento de Gestão do Interior (DGI), Departamento de Educação Básica (DEB) em conformidade com os dados apurados no Censo Escolar da Educação Básica”, disse a secretaria, em nota.
Vídeo da reportagem você encontra em - http://g1.globo.com/rr/roraima/jornal-de-roraima/videos
